Quereres.



Quero. 
Queres. 
Quer. 
Queremos. 

Que mal há em querer? Quero leve, quero fita, quero laço, quero um abraço apertado e não soltar fácil. Quero mais encontros que despedidas, quero mais beijos e mais mordidas. Quero um vinho, um whisky, um copo de café, desde que você também queira. Quero a tua mão na minha, a minha mão na tua... boca. A tua boca na minha e a minha no teu... pescoço. O ossinho do quadril a mostra e o arrepio se espalhando, tomando conta do corpo. Um corpo, dois... um de novo. Quero teu corpo junto ao meu, pele com pele. Quero chegadas esperadas e esperas demoradas só se for na mesa de jantar, esperando a comida ficar pronta enquanto devoro você. Quero fugir num carro velho em direção ao mar. Quero o mar, a maré, o amarelo, o elo entre o azul e o amarelo. Quero adormecer assim, do teu lado, sem nem me dar conta que o sono misturou sonho e realidade. Quero um abajur com uma luz vermelha, um incenso de sândalo queimando no chão, a leitura das cartas apaixonadas que o Vinícius de Moraes escreveu pro seu primeiro amor e uma bebida quente. Quero você, quero aqui e quero agora. 

São tantos quereres...


2 comentários:

Ana Flávia Sousa disse...

Achei incrível! Uma sonoridade que brinca com os quereres e alusões e sinônimos e antônimos.
Querer é sempre tão complexo né?
Tão bom quando o nosso querer se encaixa perfeito com o do outro. Que queira. Que queira. Sempre.

Lindimais.
Carinho,
Ana

Lucas disse...

Esse seria publicado fácil! Adorei, azuli!

Ficou meio poesia corrida, com rimas! Ficou bonito o negócio! ;*******