Faxina.

Acordei com o celular caindo no chão de tanto tocar. Quem poderia ser? Ainda são 10:30hr da manhã. Que sono. Tateei o chão na procura do bendito. Achei. 3 ligações perdidas e 1 sms.

"Chego em breve."

O número era desconhecido, mas eu nem precisei pensar pra saber quem era. Hora de levantar e arrumar a casa. Pulei da cama.

Os móveis ainda estavam do mesmo jeito de sempre, só que agora mais empoeirados. Limpei todos, coloquei no sol e mudei eles de lugar. Lavei a pia de pratos e panelas que estava acumulada na cozinha. Coloquei o lixo pra fora. Arrumei a cama, usei a coberta que tinha comprado e tinha ficado guardada no canto do guarda-roupa. Joguei fora as roupas que não usava a mais de seis meses. Abri as caixas cheias de coisas velhas e lembranças antigas. O que for importante, fica. O que atacar a alergia e a gastrite, vai embora.

Agora sim, parece até outra casa. E, pensando bem, é. Aquela não é a mesma casa escura e cheia de mofo de alguns meses atrás. É outra que eu, dentro dela, me reconheço igualmente diferente.

Abri a porta do coração. 

"Trouxe comida pra gente"


— A casa é sua, pode entrar.

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