Uma rosa azul.

Seria um dia cinza e nublado como outro qualquer como todos que haviam se passado ultimamente, mas então aconteceu. Choveu. Uma chuva fina daquelas que, particularmente, eu não me importo de caminhar com ela pingando nos ombros, era daquelas que prometiam um arco-íris de todas as cores no céu. Chuva assim é boa pra regar os sonhos, pensei.

Viagem marcada, você sobe no ônibus com uns pensamentos tresloucados na cabeça, o estado de espírito é um. Essa coisa de sair de um lugar para outro, mesmo que por pouquinho tempo, tem poder de expandir horizontes e abrir mentes. Te faz ver que existem outros jardins além do seu, além dos que você já conhece, alguns jardins desesperadamente carentes de um jardineiro, outros os distribuindo de bom grado. Bonito de se conviver.

Você volta e lá está ela. Uma rosa azul bem no meio do seu jardim de cactos rosa. O botão nasceu depois da chuva, junto com o arco-íris, muito lindo que já é. Falta desabrochar ainda, mas ele ali, quebrando o padrão de espinhos e petálas de uma só cor, já é tão inesperadamente cheio de esperança que eu ficaria observando da janela pra sempre sem reclamar.

5 comentários:

Yohana Sanfer disse...

Um canto de esperança?
Bonitas palavras e teu blog sempre lindo. Fazia tempo que eu não vinha aqui. Adorei retornar!
Bjs,
Yohana.

sobrefatalismos disse...

Raridades como essa são necessárias, para afagar a tormenta da nossa rotina.
Abraços.

Lucas disse...

Eu sabia que iria sair uma coisa bonita dessas! É ótimo dar ideias para quem sabe o que fazer com elas.


Beijo, azuli!
;****

Renato Ziggy disse...

Coisa mais linda na vida é a singeleza dessa rosa azul. Quero-a todos os dias, e se tiver esse perfume bom das suas palavras, mais feliz vou ficar... beijos!

Jaime disse...

Lindo porque entra como sussuro manso. O de quando a poesia desliza. És linda também nisso: da esperança de rosa.