Do que fiz.

Escrevo agora porque preciso, exatamente às 01:11 do início da madrugada dessa segunda-feira. Tava um frio retado, tu viu? Tinha esse vento com cheiro de semente de cacau queimada que a cidade tem e esse gelo entre nós. E tudo isso só porque eu fui muito inconsequente. Só, né? Foi muita coisa, eu sei. Sei também que exatamente agora você deve tá nutrindo uma coisa não-muito-bonita por mim aí dentro, acertei?

Eles me dizem essas coisas de que eu to crescendo, virando gente, tenho que aprender a pensar nas consequências dos meus atos. Eu penso, penso sim, só que às vezes a gente quer tanto viver que acaba tropeçando nos quereres, caindo dentro dos poços sujos do pensamento e se perdendo no meio da estrada. O atalho nunca é o caminho certo. É isso, boy, a adolescência passou, a gente já tá na faculdade, na luta pelo primeiro emprego e buscando um amor de verdade. Um dia a gente acha tudo isso aí. Enquanto isso, vamos vivendo.

Não espero que meras palavras escritas façam algum efeito por aí. Eu quero que tu não me queira mal, que não guarde mágoa doída de mim. Faz mal pra você, faz mal pra mim se eu souber que você embolou tudo e jogou num canto escuro e empoeirado da casa. Faz isso não, tá? Peço pelo bem e pelo gostar que eu te tenho - e é bastante. Agora eu parei, que você não deve tá querendo me ver, muito menos me ler. Mas, ó, boa noite, viu? Beijo.

2 comentários:

Vanessa disse...

Tuas palavras fizeram efeito sim, Brenda. Certamente! Se gente grande dá um trabalho... E amar também! Lindo, como sempre! Beijos

Luciana Brito disse...

Ficou bonito, mesmo com um pouco de dor. E adorei alguns trechos porque bateram comigo.

Lindo, lindo, Bê!

Beijo!