Minha dor.

Em parceria com a bonita da Pâmela, do Pedaços.
Minha Madô,

O nosso veredito final vem do filme que nos uniu: Eu sou a Summer. A gente assistiu agarradinho no sofá da sala comendo pipoca, mal suspeitando que, meses depois, seríamos nós nos lugares dos protagonistas. Devíamos ter percebido os sinais, as expectativas se distinguindo da realidade, as coisas não-ditas. Sempre as coisas não-ditas ficam a assombrar a mente.

Ma dor. Teu nome me dizia que eu teria que ter coragem pra ficar contigo, teria que ser forte pra carregar o peso do sentir no ombro. E eu fui covarde, me amedrontei com a intensidade que teus olhos projetavam em mim, eles são sempre tão intrigantes que até hoje eu não consigo dizer o que tu tá pensando quando deita e repousa eles num ponto fixo do horizonte. Assustei e corri.

É, eu não sou nenhum garoto de 10 anos de idade, já passei dos 20, eu sei. Tenho consciência do peso e das consequências das minhas ações, mas eu não sou perfeito... eu errei, meu bem. Errei em não ter percebido antes que eu estava, no mínimo, quebrado em cacos e os cacos quebrados em cacos menores e todos esses espalhados pela casa e embaixo dos móveis empoeirados.

Eu entendo que não tem como você me entender, mas eu fiz isso porque te gosto. Do contrário eu ficava contigo, saía junto de mãos dadas, te exibia pra os meus amigos. Mas não é isso que eu quero - se é que eu sei o que é. Eu só te peço um tempo pra esfriar a cabeça, mas não peço que me espere - só me perdoa pelos danos que lhe causei. 


Te carrego no peito,
Léo.

3 comentários:

Giovana F. disse...

Tão real.

Patrícia disse...

madô chérie, como no amélie?

Lucas disse...

É real?