Ele mora em uma sensação.

De encontro em encontro a gente vai suportando a ausência, mas não há quem esqueça que a noite vem dura e fria cheia de lembranças bonitas-doídas-já-idas. É de abraço em abraço que se vai ocupando o mesmo espaço - o de antes, que hoje tá vazio, todo bagunçado ou recebendo visita de qualquer alguém. Entre uma conversa e outra a gente vai se desculpando e desculpando o outro, afinal... ninguém tem culpa da vida acontecer do jeito dela. 

Ela acontece. And so should you. Ela não para pela dor de ninguém, não fica vivendo de flash-backs, apenas segue indo junto com as coisas, com ou sem pessoas. Aí reclamamos, achamos injusta, não aceitamos... acho mais é que devíamos aprender com ela. A vida tá certa, só você não percebeu isso ainda.

Sobre isso de prosseguir: é uma merda, cheio de processos e estágios e noites de insônia com olheiras no dia seguinte. Uma coisa sobre o dia seguinte: ele sempre chega. Enquanto isso, cá dentro do peito... ele mora em uma sensação que eu só tenho ao lado dele, mas ele não mora mais em mim. Que pena, meu bem  não está mais aqui, ele foi pra longe-longe-longe - repetido três vezes, com ideia de eco que é pra perceberem a distância.

6 comentários:

Luzia Medeiros disse...

A vida vai mudando suas trilhas e temos que mudar junto com ela.

Adorei as tuas palavras. Ótimo texto.

http://luzia-medeiros.blogspot.com.br/

Rodrigo Nolasco disse...

Texto Magnífico, simplesmente amei! Parabéns...

...escreves de uma maneira simples, mais ao mesmo tempo delicada e bonita! Já me tornei seguidor!

Beijos

http://viaspensantes.blogspot.com.br/

Lali disse...

A gente sabe que a vida tá certa, mas é difícil aceitar. Faz parte do processo de desprendimento, creio eu. O pior foi dito no final do seu texto com "Que pena, meu bem não está mais aqui, ele foi pra longe-longe-longe...com ideia de eco que é pra perceberem a distância".

Mas é a vida, como você disse, ela acontece.

Beijos :)

Vanessa disse...

Essa questão de ir para longe é terrível e a distância às vezes nem é física e sim psicológica. Nem sei o que é pior!

Beijos, Brenda.

Luciana Brito disse...

Ficou lindo e cheio de saudade daquelas que machuca mais, a de quem foi pra não voltar.

E interessante é que todos os textos do desafio que li até agora falaram sobre saudade.

Beijo, Bê!

Luiz Luna disse...

Simples, mas incerto, o que não pé ruim, eu gosto de como se moldou, ficou livre.