Enquanto isso, lá e cá.

"Odeio despedidas
Mas tudo bem
O dia vai raiar
Pra gente se inventar de novo (...)"
Cícero - Tempo de Pipa


Odeio despedidas. Odeio saber antes de encontrar que vou ter que deixar partir. Odeio essa necessidade de estar perto o tempo todo só por saber que vou ficar longe mais tempo ainda. Eu quero ficar perto sabendo que no outro dia eu posso estar ainda mais. Vê? Tá difícil demais sem ninguém aqui. É ruim demais a distância, Bem, não se engane. 

Doem tanto "os últimos". O último abraço, o último beijo, o último olhar vendo o ônibus partir, a última vez que senti o perfume, a última vez que ouvimos aquela banda tocar, a última vez que esteve aqui. Aqui é a palavra certa, mas não aqui-aqui, aqui-do-meu-lado eu quero dizer - aí do seu também.

Ah, perdoa, vai. Eu tô assim só porque tô sendo contrariada em não poder ter quem eu quero na hora que eu quero. To fazendo birrinha com a vida. Juntei os dedos pra ela cortar. Mas, óh: Eu tô bem demais, viu? Fica bem daí... bem azul.

9 comentários:

Steph disse...

lindo, lindo amiga!

ps.: essas coisas são um saco mesmo =/

Milena M. disse...

Despedidas são mesmo ruins. Mas o que me deprime nelas é o depois. Durante tem até um quê de poesia, mas e depois? Fica só saudade, e saudade é mentirosa e enjoada.
Beijo!

Guilherme disse...

(...) e distração minha é saber sentir saudades. Sinto-a por tão somente existir; por ser quem sou e por quem tenho a não-estar. Sinônimo de ainda existir o existido e querer que ainda exista. Sinônimo de partir quem já (se) partiu e querer que ainda volte. Só pode sentir saudades quem existe, e tenho certeza; você também já existiu...

Lucas disse...

Faz falta o olhar... chegar e perceber lindos olhos me acompanhando, e depois, e depois o encontro deles com os meus. Faz falta a saudadinha (a\da pequenininha)... calcular quanto tempo demora duas ou três aulas, quanto tempo falta para escurecer. Faz falta a companhia... "ei, segura pra mim!" e assistir a guerra do dia com o cachorro-quente (rs). Bem assim. Bem rápido, mas que fez e faz falta.

donadajanela disse...

Engraçado como o toque, pele com pele é necessário... E tudo se desfaz num adeus!

Vanessa disse...

E o jeito parece ser esperar o tempo se encarregar de acabar com a distância e resolver tudinho! Às vezes fico de birrinha com a vida também!
Beijo

Lucas disse...

E essa pipa é azul, azuli!

Deyse Batista disse...

O seu texto me comoveu fundo na alma, porque eu sou assim, porque somos assim e o que podemos fazer a respeito? Só ficar curtindo esse dolorido como quem cultiva uma coisa bonita, mas que esperamos que passe logo. Mesmo tristes, foram lindas as tuas palavras.
Fica azul, moça.
Beijos, Deyse.

disse...

Sabe o que é mais triste? se despedir de algo que você sabe que te faz mal. Porque a gente também que vai fazer um bem danado, mas sabe se lá quando.

beijos.