Maionese.

Não é que ela tenha do que reclamar por esses dias. E não tem. Anda tudo até muito equilibrado de uns tempos pra cá. Tudo bonito como deveria sempre ser. Vês? Ela lida bem com os desaforos que a vida cospe na sua cara, eu também. E a parte em que fica desesperada sem saber como agir ou que dizer é escondida bem lá por detrás das risadas costuradas no rosto, onde ninguém sequer suspeite.

Mas, veja bem, ninguém consegue fingir por muito tempo. Uma hora a dor fina escapa lá de dentro. Aquela que você se convencia de que já havia passado, que não voltava tão cedo. Você desvia o olhar pra baixo, deixa a cabeça cair num ato involuntário e suspira. Te faz tantotanto bem, mas tanto mal. E dói absurdamente. E ilumina o seu dia com uma frequência incrível. Tanto bem, tanto mal.

E aí? Você continua. Do jeito que conseguir, do jeito que souber continuar. O importante é que se faça. É como você mesma disse: tem gente que sim, tem gente que não. E tem gente que é ímpar, de coração puro, de longos e loiros cabelos que merece uma cesta - com o que não couber no coração - cheia das melhores coisas que alguém pode oferecer nessa vida. Sem fim.

Mais uma das incontáveis conversas com a Patrícia que me fazem escrever textos.

4 comentários:

Vanessa disse...

Eu ainda não aprendi a disfarçar minhas emoções. Estampo tudo no olhar e na expressão do rosto sempre, mesmo não querendo! Também acredito que existem pessoas que merecem uma cesta cheia de coisas boas, todas as que existirem :)
Que bom te ler, sempre!

Patrícia Sousa disse...

na minha cesta tem agora algumas lágrimas: quentes.

Patrícia disse...

Não adianta, uma hora o coração transborda, vaza... acabei de escrever um pequeno post sobre isso... ah! Difícil manter o equilíbrio! Beijo

Isadora disse...

É bem isso: a gente tem que seguir em frente, do jeito que dá. Tem horas que o coração transborda, sim, e pra isso servem as nossas "Patrícias". Pra ajudar a gente a recolher o que escapou... Belo texto!