Às vezes de um clichê.

Carta da Rebecca,  feita pela Pamela.

Você me doeu na alma, Rebecca. Puta merda de carta essa, viu. To parado, debruçado na janela, observando a chuva cair, olhando contra a luz amarela do poste. Sentindo o vento fresco das noites assim, sentindo frio. Sentindo você longe. Fecho a janela. Ainda consigo sentir o teu cheiro do lado esquerdo da cama, impregnado nos lençóis, esquecido no travesseiro. Não acredito que você se largou aqui comigo e foi embora.

Eu te acostumei demais, foi isso. Amor demais acostuma e tudo que acostuma demais enjoa com a mesma facilidade. Meu erro foi te amar sem medida, sem fazer um pouco de charme desnecessário, foi não precisar ter ciúmes porque sabia que você era só minha, de corpo e alma, nunca ter recusado um chamado seu – pelo contrário – acordar no meio da noite e atravessar metade da cidade só pra te dar um abrigo. Errei querendo te dar o amor-clichê que toda mulher sonha. Devia ter percebido que você nunca foi igual a elas, era ímpar.

Se eu tivesse tido a chance de me despedir... Ah! Você me diria todas essas coisas e eu diria que: Cacete, eu mudo. Se for pra te manter por perto, eu amo menos. Folgo um pouco o laço. Finjo não ver as ligações, deixo de responder sms por não ter créditos, te deixo com saudades. Paro de mandar flores, viro cafajeste, faço o que precisar pra te manter por perto. Mas eu não tive essa chance e você não está mais aqui.

Fica longe o tempo que precisar, quando der você volta.

Com saudade,
Jhonny.

4 comentários:

Yohana Sanfer disse...

ahh um arrependimento em forma de pedido...do coração!
bjs, Brenda!

Karla Thayse Mendes disse...

Suspirei.

Lindo moça!

Beijo

Pâmela Marques disse...

Se eu gostei? Acho que a Rebecca foi muito tola ao deixá-lo. Vou linkar sua carta no meu texto.

Pâmela Marques disse...

Se eu gostei? Acho que a Rebecca foi muito tola ao deixá-lo. Vou linkar sua carta no meu texto.