Coisas minhas e sem sentido

Eu tenho 18 anos, mas isso não muda nada para a minha mãe, que ainda quer me manter presa em uma gaiola. Sou tímida com gente que eu não conheço. Não sei quebrar um silêncio constrangedor e começar uma conversa. Com os amigos eu me transformo. Viro eu mesma. Minha mãe e minha avó brigam, reclamando que eu sorrio mais quando estou com eles. Eu penso "Mas vocês não são engraçadas, ué." e ignoro. Já aprendi a relevar tanta coisa.

Sou minimalista, cada detalhe é precioso para que os ouvintes - ou leitores - entendam a dimensão das coisas. Sou tão prolixa quanto hiperbólica. Odeio com todas as forças que me interrompam enquanto estou falando. E aqui vem a contradição: É raro isso não acontecer. Desisto de falar. Sofro de esquecimento agudo. Já nem lembro mais como eu queria que esse texto saísse.

Gosto de muita gente. Pessoas são deveras interessantes, apesar de me enjoarem com rapidez. Sou uma amiga relapsa. Mas fiel. Amo o cheiro único que cada um possui. Amo as vozes, gírias que elas utilizam e o sotaque notável. Tenho amigos (de verdade) que conheci pela internet e nunca vi. Não entendo gente que duvida que essas relações existam.

Odeio a distância, essa maldita. Odeio o final das coisas, também. Final de colégio, final de romances, final de dinheiro, final da vida. Eu amo escrever. E ler. E amo quando alguém lê o que eu escrevo e elogia. Quero publicar um livro. Quero comprar vários livros. Quero morar no Rio de Janeiro. Quero achar o amor da minha vida que irá me fazer feliz incondicionalmente.

Tenho paixonites platônicas por vários caras legais e eles nem suspeitam disso. Às vezes elas duram anos, alguns meses ou nada mais que uma semana. Sofro por causa delas. Estou aprendendo a passar por cima sem muito nhenhenhe. Minha fé no amor está minguando. Sad, but true.

Meu problema é acreditar nas pessoas. Sou facilmente enganada. Mentiras me dão náuseas. Esse texto não ficou nem perto do que eu queria. Desaprendi a escrever. As frases estão ficando cada vez mais sem sentido, mas escrever faz bem. Me sinto mais leve. Esvazia.

9 comentários:

Má Midlej disse...

O livro é NOSSO, ainda vamos publicá-lo, né? kk um dia. rs Não more no Rio de Janeiro, vem comigo pra Curitiba! >.<
e nhem nhem nhem, amo vc. rs

Carla Dias disse...

Venha pro Rio. E Maria, vem junto. Depois posso ir pra Curitiba, com vocês? Podemos dar uma voltinha por Londres também, ou quem sabe por toda a Europa? *-*

Você é uma linda e escreve belissimamente.

Beijo, beijo ;*

Marina Amaral disse...

Amo demais o que você escreve, Bê...e não vá com Carla pro Rio e nem com Maria pra Curitiba, vamos todas pro Rio Grande do Sul haha
Aí depois podemos mesmo ir a Londre dar uma voltinha e olhar o movimento xD

Mariana Andrade. disse...

te esvazia? mas enche a gente dessa Brenda-linda que tu és (:

Vanessa disse...

Também acho uma boa opção o Rio Grande do Sul, quem sabe os nossos pampas te encantem.
Gosto muito do que tu escreves e me identifico com muitas das tuas palavras.
Mas ao longo dos meus anos vividos, cada vez mais acredito que o amor é palavra que liberta, como dizia o Profeta Gentileza.
Se tiveres curiosidade, dê uma passadinha em meu cantinho: www.fragmentoseinquietacoes.blogspot.com

Jaya Magalhães disse...

Em, eu pensei em chegar aqui e comentar o texto, mas ninguém comentou. Será que devo? OMG.

Felipe Braga disse...

O texto não ficou ruim. Essa é você, você está nas linhas, nos sorrisos, no coração, amanhã estará nas livrarias, hoje já está na poesia.

Você é linda, e o seu texto, lindo, reflete isso.

Beijos.

ticoético disse...

Que texto rico em detalhes,bom de se ler e entender,te digo moça,que mesmo eu não achando certo o que faz sua mãe,um dia irá agradecê-la,digo também que "pequenos detalhes fazem toda a diferença" e isso me encanta.Admiro quem ainda se importa com as pessoas,e quem acredita em relações à distância,sejam como forem,já conheci muitos amores pela internet.Por fim,eu ainda quero ler o seu livro,e quero bater um papo numa tarde simples com você e quem mais quiser,sei que cansa,mas não deixe de crer no(s) amor(es),ele(s) existe(m).Enfim,desejo a ti tudo que quiser.

abraço !

Maria Lisandra Souza Martins disse...

Você tem talento.
Boa Sorte.