Loucura poética

Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer.
Vinícius de Morais

Poetas são suicidas em potencial. Sem motivo nem explicação entendível, eles sentem e sofrem, no mínimo, três vezes mais do que todo o resto. Nós somos assim. Somos acometidos de uma loucura literária terrível e nunca, nem por um segundo, abandonamos as palavras.

"Escritores são uns desocupados. Tudo gente que não tem nada pra fazer na vida", me disseram uma vez. Não ousei discordar. Tanta coisa nessa vidinha mais ou menos de meu Deus e eu fui escolher logo o extremo. A poesia. Poeta é, na melhor das hipóteses, um traficante de sentimentos e emoções. Um fora da lei. Larga o lápis e vai viver!

E quem disse que poeta não vive?

Existe uma linha tênue entre a poesia e a loucura. Cuidado, meus amigos, quando a coisa começar a ficar psicodélica demais é sinal das primeiras pontadas de insanidade dando um alô.

14 comentários:

José María Souza Costa disse...

Passei aqui lendo. Vim lhe desejar um Tempo agradável, Harmonioso e com Sabedoria. Nenhuma pessoa indicou-me ou chamou-me aqui. Gostei do que vi e li. Por isso, estou lhe convidando a visitar o meu blog. Muito Simplório por sinal. Mas, dinâmico e autêntico. E se possivel, seguirmos juntos por eles. Estarei lá, muito grato esperando por você. Um abraço e fique com DEUS.

http://josemariacostaescreveu.blogspot.com

marinaCavalcante disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
marinaCavalcante disse...

Ora mais, veja só!
Poeta vive até e, inclusive, muito mais!
Os poetas não mascaram os sentimentos.

Poeta vive, revive, sorri e chora... e chora e sorri mais uma vez.

Eu adoro ser considerada poetisa. E você, não?

Beijos, Brenda!
Espero-te em meu blog.

Felipe Braga disse...

Oh, que texto lindo! E é verdade.

Algumas coisas me deixam pra baixo, como indiferença, sofrimento de criança etc., mas me levanto rapidamente quando percebo que posso ajudá-las.

Hoje, a vontade de viver - talvez pra continuar sofrendo e ter o gosto de me superar - é maior. Meio masoquista. rs

Beijos, minha poetisa.

Marcelo Zaniolo disse...

Espero que não fiquemos psicodélicos cedo demais, então! Hehe

E eu acho bastante curiosa essa coisa de não nos separarmos nunca das palavras. Parece, de certa forma, que poetas geralmente aproveitam mais os detalhes, demoram mais nas sensações e tudo mais.

Acho muito bonito isso =)

Beeijo!

Filipe Garcia disse...

E daí que quando disseram que escritor é quem não tem nada pra fazer na vida você revidou, certo? Cara, como assim? O escritor constrói, ensina, inspira, desperta, emociona. Isso é não fazer nada? Pôxa, pôxa...

Eu concordo com isso de traficar sentimentos. Não há nada mais certo. O poeta furta o que é dele e, às escondidas, faz cair em terreno alheio, deixando florescer.

Um beijo, Brenda.

@juusep disse...

Só passando para avisar que tem um selinho lá no blog, e uma mensagem de ano Novo adiantado. Beijos, um prospero ano novo! Se cuida.

http://vouvivendoavidalevemente.blogspot.com/2010/12/papai-noel-deixou-meu-presente-de-natal.html

Luciana Brito disse...

Olho as coisas que tenho escrito e encontro, cada vez mais, essas pontadas de loucura. Essas linhas tênues é que dão a graça especial nas coisas.

gostei do texto.

Beijo, Bê!

Fernanda disse...

Poetas vivem muito mais,sentem muito mais,amam muito mais.

Parabéns pelo blog
=*

Má Midlej disse...

Ai, eu queria ser poesia, mas ela vem pra cá e depois de mim tsc.

ficou muito bom o texto, bê. :D

Stella Rodrigues disse...

Se ser poeta é ser louco, então é dos normais que eu tenho medo, saudade de ter tempo de blogs

Ju Fuzetto disse...

Sabe que a poesia é que faz o poeta. A cada verso o poeta se faz e refaz... Lindo demais Brendinha!!

Beijoquinhas. Feliz Ano Novo!

Jaya Magalhães disse...

Babybaby,

“O poeta é um fingidor
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente”

[Fernandão, o Pessoa].

E acho que é mais por aí do que por qualquer outro lado. Escrever todo mundo escreve, veja a quantidade de blogs espalhados pelo mundo a fora, an. Mas, o que talvez faça a distinção do poeta para qualquer outro escritor é a capacidade de escrever o que não é. De se perder, ausente de limites.

E uma coisa engraçada foi o que pensei comigo: escritor é um desocupado? Não. Escrever desocupa, é diferente. É maneira de transbordar. De deixar o excesso vir à tona.

Loucos todos somos. Tenta amar, pra ver.

Um beijo.

Victória Resende disse...

Minha nossa, você falou por mim nesse texto ai. Cada suspiro, cada sentimento, tudo. Você soube expressar tudo que sinto em palavras que não consegui escrever.

Um brinde à nossa loucura!