Amor, esse fardo.

     "MERCÚCIO — Sois um apaixonado. Por empréstimo tomai as lestes asas de Cupido, que heis de pairar por sobre a mediania.
     ROMEU — Tão traspassado estou por suas setas que suas lestes asas não conseguem transportar-me para o alto: tão peado, que não posso deixar a dor obscura, sob o fardo do amor gemendo sempre.
     MERCÚCIO — Mas para estar sob ele, é necessário que carregueis o amor, peso excessivo para coisa tão terna.
     ROMEU — Coisa terna julgais que seja o amor? Não; muito dura: dura e brutal, e fere como espinho.
     MERCÚCIO — Se o amor convosco é duro, sede duro também com ele, revidando todas as pancadas que der." (Romeu e Julieta, Cena IV – Shakespeare)


Acabaram os mimimi's, voltei a escrever sobre o amor - o mesmo de sempre.

5 comentários:

Dandara disse...

por isso que as pessoas se estapeiam por aí

Amanda • disse...

Ok. Shakesperado. cale a boca e pare de saber.

lô colares. disse...

o mesmo, o mais doloroso e o mais íncrivel.
saudades, linda.

disse...

rsrs, "acabaram os mimimi's, voltei a escrever sobre o amor" quem gosta, acaba sempre se desobrando em palavras sobre ele ;)

Maria Fernanda Probst disse...

Não é novidade nenhuma, mas eu gosto do amor. Até mesmo o banalizado.

Beijo docinha :*