Seria suficiente?

Espere. Pare de fugir só por um momento. Olhe nos meus olhos, com toda a tua sinceridade e me diga: O que você procura? Durante todo esse tempo você esteve correndo de um lado para o outro em busca de nada, ou coisa qualquer. Em vão foi a tua busca.

Ah, não... não se vá! Não vê que o que você precisa sempre esteve aqui? Tire essa venda dos olhos, levante o teu rosto e deixe que eu enxugue essas lágrimas. Não chore, meu bem. Estou aqui - como sempre estive - e estarei para sempre. Cuidarei de ti, não se preocupe. Quando precisar de mim é só chamar. Pode gritar, se preciso for. E se eu tiver saído, ligue. O número está anotado no guardanapo e guardado na sua carteira. Até me escreva uma carta, se necessário - como estou fazendo agora. Eu virei.

Preciso te confessar. Quero que saiba do meu amor por ti. Desculpe-me, querido, isso deve ter te assustado. Notícia dessa não se dá assim. Eu já tentei lutar contra ele, segurá-lo aqui dentro - preso, mas não adianta fingir que ele não existe. É forte, inevitável de sentir. Nunca te deixarei ir, Bonito. Pelo menos, não do meu coração. Estarás guardado bem no fundo, ao lado das lembranças tuas.

Lá vai outra de minhas confissões desajeitadas, posso? Então moço, temo que o meu amor - ainda que sendo sem medida - seja pouco. Que não seja suficiente para ti.
Por isso, quem vai agora, sou eu. Estou envergonhada, meu olhar lacrimeja e as minhas mãos já estão suando de nervosismo.

Só me impeça se o que sente por mim for sem medida,fugir de explicações e não tiver cura. Do contrário, não venha atrás de mim.


Deixo um beijo dos mais doces e o meu adeus, moço.
Te levo dentro de mim.

Um comentário:

Charlie B. disse...

Own, não sei o que dizer, sinto cada palavra entrando em mim com força e aperto. Bom, gostei.

Charlie B.