Da poetisa


Primeiro uma confissão: isso não passa de uma imitação. Mas, como tudo nessa vida não passa de uma imitação, mera repetição, então, tá tudo certo. Se bem que pretendendo falar de quem vou falar, imitação não se encaixa bem, porque de originalidade ela conhece, hum, inovação é com ela mesma.
Ela não é a mais bela nem a mais notada, seus cabelos não batem mais na cintura nem dançam no mesmo balanço do vento, seus pés flutuam mais que andam, em suas mãos poe tanto de si que a qualquer encanta, seus olhos, mais que olhos são janelas sempre abertas a sol e chuva.
Ela se veste, e seu passar desperta o olhar e até o indagar de quem não sabe: "Quem será?". Ela realmente SE veste, se veste de dentro pra fora, quem a vê descobre sem demora que ela se reveste de tudo que adora, pelo mundo afora, tudo que nela há, explora.
Não é muito branca, nem bem morena, magrela, seus lindos cabelos tem estilo, a Pê sabe conquistar as pessoas. Aparenta tanta sensibilidade, e chorona, até dá pra acreditar, mas quem conhece sabe, essa menina é de uma coragem... acho que muitas vezes nem ela percebe, mas quem conhece sabe, a Bê tem na alma força, tem um coração cheio de vontade.
Às vezes, confesso, acho que ela é uma boba por estar sempre suspirando, mas também não sei o que eu faria sem essa menina por perto para ter daqueles papos que só as meninas sabem ter.
Vejo em Brenda uma mente brilhante, porque quando ela escreve as palavras parecem sorrir e chorar, cheias de sentimentos. Essa menina sabe mesmo se expressar. Seus escritos, tão romanticos, fazem o coração da gente suspirar.
Ela quando anda, parece pisar sobre nuvens, imagino que deve pensar em todas as coisas do mundo trocentas vezes sem cessar, com seu andar quase que parando.
Ela quando ganha uma amizade vai de "mala e cuia" morar no coração da pessoa. Não tem nem como explicar de onde vem o amor que ela provoca, nem como expulsar esse amor que nem bate na porta. Bê chegou, nem sei mais como, e ficou, graças a Deus.

Nenhum comentário: